Antes de qualquer coisa, o Arthur está ótimo, se recuperando perfeitamente da cirurgia e hoje já atualizou todas as vacinas que estavam atrasadas. Nós também estamos muito bem, na correria, afinal, cuidar de um bebê não é nada fácil. Mas estamos dando conta, e curtindo muito.
Este blog está meio abandonado, mas na correria nem sempre temos tempo para atualizar, porém pretendo mudar isso. Só não como, nem quando. Pode ser a partir de agora, de amanhã, da semana que vem…
Vim aqui agora para contar uma não tão bela história de… não sei nem que palavra usar, talvez sacanagem, desorganização, falta de consideração, desrespeito, ou mesmo tudo isso junto. Sim, isso é um pequeno desabafo.
Tudo começou antes da cirurgia do nosso bebê, quando em consulta com a cardiologista, ela nos falou sobre uma imunização que seria importante o Arthur tomar, por conta do probleminha dele e da cirurgia. Não é bem uma vacina, chamam de Palivizumabe, também conhecido como Synagis. É uma prevenção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O problema é que cada dose do palivizumabe custa em torno de R$ 4.000,00, e não está disponível nos postos de saúde. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo concede doses desta imunização entre abril e agosto (é necessária uma dose por mês), desde que obedecidos alguns critérios, como: crianças menores de um ano de idade que nasceram prematuras (idade gestacional menor ou igual a 28 semanas), após alta hospitalar ou; crianças menores de dois anos de idade, portadores de patologia cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica importante ou com doença pulmonar crônica da prematuridade, que necessitaram tratamento nos seis meses anteriores ao período de sazonalidade do VSR. O Arthur se encaixaria neste último caso.
A solicitação do palivizumabe deve ser feita mediante o preenchimento, pelo médico assistente, do formulário específico disponibilizado no site da SES-SP. A solicitação será avaliada por um grupo técnico e somente se aprovada, a aplicação será liberada.
Uma das primeiras coisas que fizemos, assim que fomos ao pediatra do Arthur, foi pedir que ela preenchesse a ficha de solicitação. Ela, que é um amor de pessoa, preencheu tudinho, nos deu todas as instruções necessárias e inclusive imprimiu o endereço de onde eu deveria entregar a ficha, que é o endereço disponível no site da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo: http://www.saude.sp.gov.br/content/profissional_acao_politica_estadual_medicamentos_vsr_locais_drs1.mmp
Pacientes residentes em: Barueri, Carapicuíba, Cotia, Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Juquitiba, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista
Local: Osasco
Rua Fiorino Beltrano, 169 – fone: (11) 3699-1337
Bom, no telefone informado ninguém atende. De qualquer forma, isso é algo que deve ser feito pessoalmente, então, passada a correria por conta da cirurgia, juntei toda a documentação necessária e na quinta-feira passada me dirigi a Rua Fiorino Beltrano, 169, bem ali atrás do Shopping Sai de Baixo. Chegando lá, surpresa – um prédio abandonado. Ó, e agora, quem poderá nos defender?
A Secretaria Municipal de Saúde fica ali do lado, portanto lá fui eu perguntar o que tinha acontecido com o tal Departamento Regional de Saúde, que deveria ser naquele prédio, que mais parecia um edifício fantasma. Claro que quem me atendeu não fazia a mínima idéia do que eu estava falando, mas na boa vontade foi perguntar para alguém que poderia saber. Me informaram que o tal DRS da SES-SP tinha mudado para a Rua Becoutinho, 150. Não, o nome da rua não é esse, é B. Coutinho, mas foi assim que escreveram pra mim. Era perto dali, mas como tenho horário pra voltar do almoço, deixei para ir nesta segunda-feira.
Pois bem, segundona, esperei passar bastante da hora do almoço, para não dar de cara com a porta na hora do almoço do pessoal do DRS. Fui até o endereço indicado, também perto do Sai de Baixo. Chegando lá – Tcharã!!! – realmente era o DRS. Seria o fim da minha jornada? Ilusão. Mais uma vez ninguém sabia do que se tratava, mas como se tratava de algo semelhante a uma vacina, me mandaram para o que seria a seção de medicamentos. Sai de lá frustrado, e com mais um endereço: Rua da Saudades, 111. Mais uma vez tive que deixar para o dia seguinte, ou seja, hoje, 04 de maio de 2010.
Por volta das 14h30 sai da empresa a caminho da Rua da Saudade, nº 111. Quem acham que finalmente encontrei o local certo, entreguei minha solicitação e fomos felizes para sempre, levanta a mão. Se você levantou mesmo, sinto dizer que bancou o bobo a toa, assim como eu. Estranhei quando cheguei lá e encontrei o portão fechado. Chamei o segurança e, para minha não mais surpresa, ele não sabia de nada. Porém, me deixou entrar, pegou a ficha e foi perguntar para alguém que poderia saber. Voltou rapidamente com uma resposta: Mais uma vez te mandaram no lugar errado, você vai ter que ir para outro lugar. Isso já está virando palha assada. Pois é, sai de lá não apenas frustrado, mas revoltado. Parece que fazem de propósito, por sacanagem mesmo. Será que é o governo, que não quer desenbolsar mais R$ 4.000,00? Porque a impressão que estou tendo é que dificultam de propósito. E eu ainda estou com paciência e disposição para ficar bancando o palhaço, indo de um lado para o outro. Mas este DRS deveria receber gente de todas as cidades vizinhas. Imagina quantas pessoas pegam este endereço no site, pessoas que talvez nem conheçam Osasco, talvez conheçam o calçadão e só, chegam até o endereço indicado no site e dão de cara com um prédio abandonado. Pra quem vão perguntar? Talvez algumas tenham a sorte de ser atendidos no telefone informado. Outras podem nem ter como ligar.
Quanto a mim, a primeira coisa que fiz ao chegar aqui, foi tentar ligar, sem sucesso. Amanhã tentarei ligar novamente, antes de seguir para o último endereço que me passaram: Rua Castello Branco, 126. Será o fim da minha jornada? Será que serei preso por desacato a funcionário público? Será que alguém vai finalmente atender minha ligação? Será que eu não vou cansar de escrever? Acompanhe aqui, e pelo twitter, a desejada conclusão desta história.